segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

primeira pessoa e singular

claro que joão botelho nunca teria uma tarefa fácil ao apropriar-se do desassossego de pessoa. ele sabe-o bem. o seu filme deixou-me, por um lado, extasiado com a cinematografia, com a fotografia, com a ópera, com uma declamação. menos extasiado fiquei com a maior parte das actuações, e, com o ritmo pouco febril; faltou-lhe um alambique a destilar aguardente, e afogueado por lenha cortada a machado.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

primeiro aniversário

do 9500 cineclube, em ponta delgada ontem de tarde, e visualização primeira do filme uma abelha na chuva, de fernando lopes, à noite, fizeram-me passar um dia bem passado. do filme, uma surpresa fantástica, retenho memórias fotográficas que me transportaram a sítios de rara beleza. parabéns ao cineclube de ponta delgada, e aos cineclubes deste país em geral ; o que seria do cinema português sem eles?
a escolha do programa foi de maria joão seixas. obrigado!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

men bending with grace

emotions do disappear
drained by lies and mistakes
and we last so cool
like we can't say sorry
like we can't say sorry

(but) by the time we move on
a war has erupted
senses of different masculinity
fighting for supremacy
fighting for supremacy

blood instead of tears
rushing into nobody's hears
rivers full of shining gold
and men bending with grace
and men bending with grace

they think of the women
they could reach
if they were rich
some playing by the rules
a lot by themselves
a lot by themselves

(copyright 2006 r.m.)

a minha saudação e admiração por todos aqueles que estão, neste preciso momento, a dar a vida e o corpo ao manifesto e às balas; a mudar o rumo das suas pátrias!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

o pote azul

o tempo voa e a ingratidão perdura
 
há muito que ganhei
a batalha
ao rico imundo
que vende tudo
furibundo
olha para baixo
como se estivesse
em cima
em cima
não de baixo
mas de mim
claro, tirei-lhe o tapete
e mandei-o para
aquele árvore
que dá madeira
de carvalho

( © 2011 r.m.) 

horta espontânea não comestível

encontrei esta pequena plantação de horticultura 'ruínifera', aprisionada numa das muitas casas em ruínas existente na bonita cidade de ponta delgada, num dos meus périplos fotográficos. não fotografo tudo, nem sou fotógrafo amador sequer, mas gosto de sair de cabeça no ar e fotografar.